Nos dias atuais, vivemos em uma eterna correria atrás de dinheiro, de bens materiais e em busca de uma vida melhor. Mas a questão é: é realm...
Nos dias atuais, vivemos em uma eterna correria atrás de dinheiro, de bens materiais e em busca de uma vida melhor. Mas a questão é: é realmente necessário querer sempre mais?
Ao navegar pela internet, vemos o quão forte e intensa é a busca pela riqueza. Influenciadores vendem ilusões para pessoas comuns, que possivelmente não têm o dom nem o instinto de enriquecer. Isso acaba gerando grande frustração e descontentamento. Aqueles que alcançaram a riqueza se exibem e vendem a ideia de que qualquer pessoa pode chegar àquele nível também, mas sabemos que isso não é bem assim.
Nem todos estão capacitados ou possuem vocação para atingir a riqueza.
Infelizmente, isso tem gerado uma onda massiva de pessoas frustradas, descontentes e ambiciosas. No ambiente de trabalho, tais pessoas são capazes de atropelar quem quer que seja para atingir seus objetivos. Acabaram-se o pudor, a justiça, o amor ao próximo e o contentamento com as bênçãos que o Senhor tem proporcionado.
Assim, o mundo caminha a passos largos para o abismo, em busca de coisas inalcançáveis, fruto de um descontentamento desenfreado.
Não estou dizendo que devemos nos acomodar, mas que precisamos saber até onde podemos ir. Devemos nos contentar com as bênçãos já alcançadas. A vida não se resume a uma correria desenfreada atrás de riquezas terrenas, porque o tempo passa muito rápido e, no fim, talvez nos reste apenas clamar por misericórdia, possivelmente em uma cama de hospital.
Refletindo nesses dias, veio-me à mente que Lúcifer, o anjo caído, perdeu tudo simplesmente por não se contentar com o que Deus já lhe havia dado.
Lúcifer era majestoso, tinha grande poder e convivia com o Todo-Poderoso Deus. O que lhe faltava? Ele vivia repleto de riqueza celeste, convivia com os seres mais poderosos do universo, vivia plenamente com o próprio Senhor. O que lhe faltava?
Seu descontentamento o levou a pecar contra Deus; sua soberba e sua vaidade — frutos do descontentamento — o levaram a travar uma guerra por posições mais altas do que a do próprio Criador.
“E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono; e, no monte da congregação, me assentarei, aos lados do norte.” — Isaías 14:13
Lúcifer queria ser maior do que Deus, queria estar acima do seu Criador — o que foi uma grande loucura —, pois que poder teria a criatura sobre o seu Criador?
Você percebe o perigo do descontentamento? Quando a pessoa não se contenta com o que já tem?
Este é o foco desta mensagem: mostrar que devemos nos contentar com as bênçãos que já alcançamos e continuar nossa caminhada de maneira honesta, sem passar por cima de ninguém.
Deus prospera aquele a quem Ele quer prosperar — esse é um fato. Não adianta se iludir achando que todos ficaremos ricos, porque isso não é para todos.
Portanto, devemos sempre nos contentar com as coisas que o Senhor já nos proporcionou, pois nem mesmo isso merecemos.
“Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho.
Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome; tanto a ter abundância como a padecer necessidade.
Posso todas as coisas naquele que me fortalece.” — Filipenses 4:11–13
Para concluir a mensagem:
“Sejam os vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque Ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei.” — Hebreus 13:5
C.Scholze

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